Ayobami Adebayo, jovem escritora nigeriana, vai participar da Flip 2019 | Pop & Arte


A escritora nigeriana Ayobami Adebayo, que foi aluna das celebradas Chimamanda Ngozi Adichie e Margaret Atwood e teve seu livro “Fique comigo” (Harper Collins) na lista de melhores de 2017 dos jornais “The New York Times” e “The Guardian”, vai participar da 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), informou a organização do evento neste sábado (4).

A Flip 2019 acontece entre 10 e 14 de julho.

“A escrita de Ayobami Adebayo é viva e cativante, o livro é desses que você não consegue largar. É uma história muito comovente e emocionalmente forte sobre relações familiares. Essa narrativa, somada às questões sobre tradição e modernidade, masculino e feminino que aparecem no livro, criam uma grande estreia literária”, declarou em nota a do evento, Fernanda Diamant.

Diretor-geral e artístico da Flip, o arquiteto Mauro Munhoz diz que “a literatura africana contemporânea começa a chegar no Brasil para um público mais amplo agora”.

“É da natureza da Flip ajudar a arquitetar essa ponte entre a Nigéria e os leitores brasileiros, como aconteceu com a vinda de Chimamanda Ngozi Adichie, em 2008, que arrebatou a plateia e logo se firmou como uma das mais importantes vozes da atualidade.”

Nascida em Lagos, capital da Nigéria, em 1988, Ayobami Adebayo é formada em literatura anglófona na Universidade Obafemi Awolowo, na cidade de Ifé.

Já no fim da faculdade, participou de um workshop ministrado pela escritora, e sua conterrânea, Chimamanda Ngozi Adichie, atora de obras como “Meio sol amarelo”, “Hibisco roxo” e “Americanah”, todas publicadas no Brasil pela Companhia das Letras.

Mais tarde, Ayobami fez mestrado em escrita criativa na Universidade de East Anglia, no Reino Unido, onde teve aulas com a canadense Margaret Atwood, autora do best-seller “O conta da aia” (Rocco), que deu origem à série “The handmaid’s tale”.

O livro de estreia da nigeriana é justamente “Fique comigo”, publicado há dois anos. A trama se passa no país de origem da autora, nas décadas de 1980 e 1990.

“Tecendo reflexões sobre o patriarcalismo na sociedade nigeriana, [o livro] desvela o dilema causado por conta da impossibilidade do casal de ter filhos e a pressão familiar em introduzir mais uma esposa na relação – no país, a poligamia é socialmente aceita”, descreve a nota da Flip.

Outros nomes da Flip 2019

A Flip 2019, que vai homenagear Euclides da Cunha (1866-1909), já anunciou até aqui dez convidados, além de Ayobami Adebayo:



Fonte: G1