Com 16 bolsas da Capes bloqueadas, USP de Piracicaba vive incerteza durante processo seletivo | Piracicaba e Região


A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), de Piracicaba (SP), informou nesta terça-feira (14) que 35 bolsas de conceitos 6 e 7 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), foram desbloqueadas. Outras 16 bolsas seguem cortadas.

Em princípio, a Capes havia bloqueado 51 bolsas de pós-graduação na Esalq. A comissão de pós-graduação da universidade confirmou a restituição das 35 que são dos conceitos 6 e 7, considerados de excelência, e aguarda um comunicado da Capes para saber se as que seguem cortadas, de conceitos 4 e 5, serão retomadas.

Prédio principal da Esalq, em Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/G1Prédio principal da Esalq, em Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/G1

Prédio principal da Esalq, em Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/G1

O corte ocorreu em meio ao processo seletivo de mestrado e doutorado da Esalq. Segundo o vice-presidente da comissão, Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, 16 programas de pós-graduação tinham como expectativa convocar de 100 a 150 estudantes para o segundo semestre. “O número de ingressantes vai ter que ser menor do que o pensado”, lamenta.

“Isso é um problema porque nós estamos justamente agora na metade para o final de um processo seletivo de ingressante para mestrado e doutorado”, explica Cerri.

O vice-presidente contesta a afirmação de que as bolsas cortadas estavam ociosas. “Essas bolsas, não é que são ociosas. O que acontece é que quando um estudante termina o doutorado em março, a partir do momento em que ele defende, não pode mais usufruir dessa bolsa. Essa bolsa vai ser usada por novos estudantes”.

Cerri explica que o corte impacta na programação tanto da instituição quanto dos estudantes selecionados. “A gente pretende dar o resultado desse processo seletivo agora neste mês para a pessoa ter um tempo para se programar. Muitos estudantes vêm de outras regiões do pais. Há uma mobilização para mudar de uma região para outra e agora os programas vão ter que rever”.

O professor também lamentou os cortes sob a perspectiva de que a Esalq é referência em pesquisas no agronegócio, setor que está diretamente ligado aos bons resultados da economia nacional.

“Um país que não investe em pesquisa está fadado a não colher frutos em algum momento. O Brasil, se está conseguindo se segurar de alguma forma, poderia estar pior se não fosse o agronegócio”.



Fonte: G1