Crivella considera ‘segura’ ciclovia que desabou pela 3ª vez no Rio


Prefeito declarou que trabalho de prevenção para chuvas na cidade “não foi efetivo” e recomendou que população não saia de casa em noite de tempestade

Por
Da Redação

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9 abr 2019, 01h16

Diante das fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira 8 – causando ao menos uma morte e alagamentos em diversos pontos da cidade -, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) considera que o trabalho de prevenção realizado pela Defesa Civil do município “não foi efetivo” para evitar transtornos. Em entrevista para a Globo News, ele declarou que não eram esperados volumes tão grandes de água na Zona Sul do município e afirmou que a ciclovia Tim Maia é “segura”, apesar de pela terceira vez ter um desabamento em dia de tempestade.

“Não considero que foi efetivo (o trabalho de prevenção)”, afirmou Crivella. “A gente imaginava que teria chuva forte, mas não fomos capazes de imaginar que ela cairia com tanta força na Zona Sul. Se nós tivéssemos tido essa certeza, talvez tivéssemos uma eficiência melhor”, complementou.

O prefeito comentou ainda sobre a situação da ciclovia Tim Maia, após o desabamento de um trecho do pavimento na avenida Niemeyer. É a terceira vez que a ciclovia, inaugurada em 2016, tem quedas na estrutura por conta de chuvas.

“(A ciclovia Tim Maia) é segura sim, desde que a gente não tenha desabamento. Por isso a gente passou a passou a trabalhar em toda a (avenida) Niemeyer, e, claro, sempre que há chuva forte a gente fecha. Não só a Niemeyer, como fecha também a ciclovia”, comentou Crivella.

O Corpo de Bombeiros confirmou a morte de uma pessoa em alagamentos: um homem – que informações preliminares seria um motoqueiro – foi encontrado embaixo de um veículo no bairro da Gávea. De acordo com a Globo News, houve também um desabamento no morro da Babilônia, em Copacabana, que pode ter deixado quatro vítimas soterradas (uma mulher foi resgatada ferida e há buscas para localizar três crianças).

“A gente gostaria de pedir às pessoas que não saíssem de casa. Tocamos 34 sirenes em 21 comunidades. Teve 90 milímetros em uma hora, isso causou um caos”, alertou o prefeito Marcelo Crivella.

Na madrugada desta terça-feira, a Rede Municipal de Ensino declarou suspensas as aulas em escolas durante o dia. A chuva perdeu força após o ápice na noite, mas diversas pessoas seguem isoladas em meio a alagamentos em diferentes pontos da cidade.



Fonte: Veja