Docentes relataram casos de agressão física ou verbal em escola de Suzano


Apesar das informações levantadas pela Prova Brasil, dados não sinalizavam risco de atentado

Por
Da Redação

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17 mar 2019, 10h43

Na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo, treze de dezesseis professores afirmaram que houve casos de algum tipo de agressão, física ou verbal, de acordo com os últimos dados da Prova Brasil, de 2017. Essa mesma quantidade de docentes também disseram que alunos agrediram outros naquele ano.

Apesar dessas informações, a escola não registrou nenhuma situação crítica. No questionário que respondeu, a direção da escola, naquele ano, considerou pouca a indisciplina dos estudantes e afirmou que a instituição contava com projetos voltados para a temática da violência e bullying no ambiente escolar.

Os professores e a direção também afirmaram que estudantes não frequentaram a escola com armas de fogo ou com armas brancas. A escola apresentou um Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos finais do ensino fundamental 5,8, ultrapassando a meta para a etapa, que era 5,7 e ficando acima da média do estado de São Paulo, 4,9.

Os dados foram compilados pela organização Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o intuito de verificar se seria possível, a partir dos dados coletados em avaliações nacionais prever a tragédia que aconteceu na última quarta-feira, 13.

A escola foi alvo de um atentado em que dois ex-alunos atacaram estudantes e professores a tiros e golpes de machadinha. Oito pessoas morreram, incluindo o tio de um dos atiradores, atingido antes do ataque à escola, e 11 ficaram feridas. Os dois atiradores — ex-alunos da escola, sendo um adolescente de 17 anos e um rapaz de 25 anos — se mataram após o massacre.

A conclusão do diretor do Iede, Ernesto Martins Faria, é que os dados não sinalizaram que um atentado como esse poderia ocorrer na escola. “Esse caso é muito excepcional, muito fora da curva”, diz.

Em relação às agressões, a escola estadual Professor Raul Brasil reflete a situação enfrentada por muitos docentes no Brasil. “Agressão verbal, mesmo que a gente não deseje, acaba sendo recorrente”, afirma. Segundo ele, o fato de o questionário da Prova Brasil reunir em uma mesma questão agressão física e verbal dificulta a análise mais cuidadosa do cenário da escola.

(Com Agência Brasil)



Fonte: Veja