Enquanto a reforma da Previdência não passar, investidor deve ter cautela, diz XP

Jogo jenga


SÃO PAULO – Parte da equipe de análise da XP Investimentos passou a última semana nos Estados Unidos, em encontros com investidores. A principal conclusão das reuniões é a seguinte: o clima de otimismo em relação ao Brasil continua, mas existe um ceticismo quanto à execução das reformas.

Em relatório sobre o encontro, a XP afirma que os investidores estrangeiros ressaltaram o fato de o Brasil ser um dos poucos países (não apenas entre os emergentes) que devem ter uma aceleração do PIB em 2019. Ainda assim, esses investidores só devem aplicar no país de fato quando a reforma for aprovada, segundo a XP.

“No final de janeiro sugerimos taticamente cautela para o curto prazo. Ainda mantemos nossa visão”, diz o relatório. “Vemos o Ibovespa se mantendo próximo ao nível atual pelos próximos 1-2 meses, precisando de maior visibilidade em relação à aprovação da reforma da Previdência para ganhar sustentação”, escrevem os analistas.

Os analistas da XP lembram que, no final de janeiro, as ações de empresas voltadas para o mercado doméstico estavam negociando com 22% de prêmio em relação ao normal. O prêmio caiu, mas continua elevado, em 17%.

Para o médio e longo prazos, no entanto, a bolsa é a melhor classe de ativos no país, escrevem os profissionais da XP. No cenário-base, que considera a aprovação da reforma da Previdência, o Ibovespa pode chegar a 125 000 pontos (uma alta de quase 30% em relação ao patamar atual).

Já no cenário pessimista – com a reforma “diluída ou atrasada” –, o Ibovespa poderia cair cerca de 10%, para 87 500 pontos, segundo a XP.

“Nos próximos meses, incertezas pontuais relacionadas à política podem continuar trazendo volatilidade, mas o Brasil continua apontando para a direção correta, e nós gostamos disso”, escrevem.

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Fonte: Infomoney