Felicity Huffman e Lori Loughlin são processadas em US$ 500 bilhões em caso de fraude em vestibular, diz site | Pop & Arte


Felicity Huffman e Lori Loughlin vão ter que enfrentar uma ação bilionária no caso de compra de vagas em universidades em que estão sendo acusadas. Mais especificamente no valor de R$ 500 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão).

Segundo o site “Deadline”, uma mãe furiosa moveu uma ação contra elas e todos os pais envolvidos no escândalo do caso de fraude em vestibulares nos Estados Unidos.

Huffman foi liberada durante a madrugada de quarta (13) após pagar fiança de US$ 250 mil (R$ 950 mil), segundo o TMZ. A atriz é suspeita de disfarçar como caridade um pagamento de US$ 15 mil no esquema de suborno.

Já Loughlin e o marido, o designer Mossimo Giannulli, são acusados de pagar US$ 500 mil à Universidade do Sul da Califórnia em troca de ter suas duas filhas designadas como recrutas em uma equipe esportiva da universidade, apesar de não participarem do time.

“Joshua se candidatou para uma das faculdades onde o suborno ocorreu e não conseguiu ingressar. Joshua e eu acreditávamos que ele tinha uma boa chance, assim como muitos outros candidatos, mas ele não passou por algum motivo não revelado”, relatou a ex-professora Jennifer Kay Toy, mãe de um garoto que tentou ingressar na universidade e não foi aceito, segundo informou o Deadline.

Diferente do vestibular brasileiro, para conseguir uma vaga em uma universidade norte-americana é preciso passar pelo “application”, que é um processo que inclui provas, cartas de recomendação e uma análise abrangente do candidato.

Ainda segundo o site, a ação coletiva não é apenas contra as duas atrizes, mas todos os outros 30 pais e indiciados nesta semana na operação.

Caso de fraude em universidades nos EUA

Ao todo, há 50 indiciados, entre artistas, líderes empresariais, técnicos de grandes universidades e administradores de testes. As instituições incluem Yale, Stanford, Universidade do Texas, Universidade da Califórnia e Universidade do Sul da Califórnia.

Os indiciados podem ser condenados a até 20 anos de prisão pelo crime de transferência fraudulenta de fundos.

Durante coletiva de imprensa, o promotor federal de Massachusetts, Andrew Lelling, disse que não pode haver um sistema de admissão diferente para pessoas ricas.

“Não pode haver um sistema judicial diferente para eles também. Estes pais eram um catálogo de riqueza e privilégio. Incluem, por exemplo, presidentes de empresas públicas e privadas, bem-sucedidos investidores imobiliários e de valores, duas atrizes conhecidas, um estilista famoso e o diretor de um escritório de advocacia mundial”, disse o promotor.

A polícia descobriu o golpe depois de encontrar um empresário da Califórnia que conduzia operações para ajudar os alunos a entrarem nas universidades.

O FBI, departamento federal de investigação americano, teria gravado telefonemas nos quais Loughlin e Huffman conversaram sobre o esquema com uma testemunha que estava cooperando com as autoridades.



Fonte: G1