KPG terá fábrica de cápsulas e cosméticos em Minas Gerais


Mineiro, de Governador Valadares, na região do Rio Doce, Shirleyson Kaisser, 28, fez o primeiro milhão na internet, aos 17 anos, vendendo toques de celular, os ring tones. Daí, entre infinitas pesquisas e incursões em outros negócios, o empresário quebrou três vezes na última década entre ideias que deram certo e depois deram errado até consolidar-se com o Grupo KPG, há quatro anos. “Tive um sócio que investiu R$ 20 mil há quatro anos, e eu não entrei com nada, só com a ideia e muito trabalho. No final do ano passado eu comprei a parte dele”, conta Kaisser, que faturou R$ 240 milhões em 2018.

Agora, o CEO se concentra na expansão do negócio. Atualmente, o Grupo KPG é formado pela Kapsula (fábrica de cápsulas de produtos naturais) e pela Konverte (empresa que recupera vendas pela internet). “Se a pessoa desiste da compra, a gente pega o carrinho virtual abandonado e o faz se converter em compra novamente”, diz.

Com fábrica em Nova Venécia (ES), Kaisser está transferindo a unidade de produção para Governador Valadares. A área, de 25 mil m², terá um investimento de R$ 2 milhões. O plano é iniciar a produção em solo mineiro até o final deste ano.

Em Nova Venécia a produção é de 30 mil potes por dia (cada frasco tem em média 60 cápsulas), e a capacidade produtiva é de 8.000 potes por hora. Em Governador Valadares, a capacidade instalada será de 16 mil potes por hora. Tudo para atender a demanda de novos clientes que não para de crescer.

A geração de empregos diretos será de 300 novas vagas, que serão distribuídas entre um prédio para a fabricação de cápsulas, uma área de call center e uma nova fábrica de dermocosméticos em outro prédio, a Kosmetica. Serão produtos para pele e cabelo, além de perfumaria. Hoje, são mais de 40 cosméticos produzidos de forma terceirizada.

No portfólio da Kapsula reúnem-se mais de 400 fórmulas diferentes, entre cápsulas de óleo, de pó, comprimido e shake solúvel. Elas são criadas por engenheiros alimentares e têm registro na Anvisa. As vendas são feitas diretamente ao consumidor final no site da empresa. Isso elimina o distribuidor, o revendedor e o varejista, garantindo que a margem de lucro seja reaplicada no produto (com matérias-primas que dão melhores resultados) e na publicidade “No primeiro ano de vida da empresa, eu só fazia produtos para mim mesmo. Depois eu comecei a fazer para parceiros, produtos de marca própria para pessoas que vão de celebridades a investidores”, conta.

 

Grupo quer captar R$ 50 mi com IPO

O fundador e CEO do Grupo KPG, Shirleyson Kaisser, planeja investir cada vez mais pesado não somente no e-commerce do atual negócio, como em outras empresas que ele pretende desenvolver. Para o executivo, haverá dois tipos de empresas: aquela que faz negócio na internet e a que não faz nenhum tipo de negócio por não ter realizado a migração para o mundo virtual. “Loja (física) vai virar só mostruário, exposição. Isso já está acontecendo. Lá fora, nos Estados Unidos, já está muito forte, porque o mercado de lá está cinco anos na frente”, compara.

No Brasil, Kaisser acredita que a mudança no jeito de comprar acontece nesta próxima década. Por isso, ele quer sair na frente, replicando o sucesso de um modelo como o da Amazon no Brasil. “Nos EUA, acabou o produto na sua casa, a Amazon repõe. É a internet das coisas. Se a pessoa pegou a última embalagem de sabão em pó para usar, ela aperta um adesivo inteligente embaixo da caixa, que avisa a central de distribuição da Amazon, que já faz a reposição automaticamente. Nos EUA, isso está consolidado”, explica.

Kaisser quer aplicar essa fórmula no mercado de consumo nacional, naquilo que as pessoas compram com frequência – cosméticos, alimentos e bens de consumo em geral. “É o mercado da comodidade”, diz.

Para um investimento como esse, Kaisser pretende abrir o capital da empresa por meio de IPO, oferta inicial de ações na Bovespa. “Quero obter os recursos necessários para tirar essa ideia do papel captando R$ 50 milhões”, calcula.

Projeção

Plano. Em 2019, a meta é faturar R$ 500 milhões, mas Shirleyson Kaisser acredita que, no ritmo atual, serão R$ 400 milhões. “Todo mês é melhor que o anterior”, avalia, diante das vendas.

Perspectivas

O CEO do Grupo KPG Shirleyson Kaisser gosta de uma frase usada por Eike Batista: “Se você entregar mais pelo mesmo preço que qualquer outro entrega, vai ganhar muito dinheiro”.

Enquanto fazia apenas produtos de marca própria, Kaisser faturava R$ 200 mil por mês. Depois que mudou o tipo de negócio, elaborando produtos para parceiros, passou a faturar R$ 200 mil por dia.





Fonte: R7