Piloto arremete em Fernando de Noronha e evita tragédia, diz especialista


A arremetida de um avião da Gol assustou passageiros na tarde desse domingo (17) em Fernando de Noronha. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que a aeronave da Azul taxia pela pista, enquanto a outra preparava-se para pousar. A Força Aérea Brasileira explicou que o procedimento é normal. Especialista em aviação ouvido pelo portal O TEMPO, porém, explica que procedimento não é padrão e poderia ter ocorrido uma tragédia na arquipelágo.  

Segundo o engenheiro mecânico aeronáutico Rogério Botelho Parra, que também é coordenador do curso de Engenharia Aeronáutica da universidade Fumec, houve uma grande falha de comunicação. “Em Fernando de Noronha não há torre de controle. A comunicação é feita via rádio. Ao que tudo indica, um piloto não sabia a localização exata do outro”, disse.

De acordo com Parra, se as condições meteorológicas tivessem desfavoráveis, poderia ter ocorrido uma tragédia. “Possivelmente, o avião da Gol só arremeteu porque o piloto viu a outra aeronave manobrando na pista. Se isso não tivesse acontecido, poderíamos ter um acidente”, concluiu.

Veja as imagens

 

A Gol informou que o voo G3 1862, que fazia o trecho entre Recife e Fernando de Noronha, precisou interromper o pouso devido a presença de uma outra aeronave na pista. A companhia disse que durante todo o procedimento o piloto tinha contato visual com o avião da Azul, e que a arremetida é uma manobra normal.

Logo após o ocorrido, o avião fez novamente a aproximação e pousou às 14h39 em segurança.

Procurada pela reportagem, a Azul não quis dar mais informações sobre o ocorrido, mas também disse que a arremetida é um procedimento padrão e previsto nas operações de pouso. 

Em nota, a Força Aérea Brasileira informou que a arremetida registrada no domingo “ocorreu dentro dos padrões de segurança das regras de tráfego aéreo”. Ainda de acordo com a FAB, as aeronaves estavam em contato via rádio e que não houve nenhum risco aos passageiros e aos tripulantes.





Fonte: O Tempo