Sérgio Knust sai de cena como músico que fez do toque da guitarra uma religião seguida com fé na deusa música | Blog do Mauro Ferreira


O guitarrista fluminense Sérgio Knust (19 de dezembro de 1965 – 8 de dezembro de 2018) festejaria 53 anos de vida na próxima quarta-feira, dia 19, se não tivesse saído de cena, vítima de acidente automobilístico, no último sábado, a 11 dias do aniversário.

A morte de Knust entristeceu especialmente o universo da música evangélica, já que, nos últimos 20 anos, o artista pôs o toque da própria guitarra em discos das maiores estrelas do gênero, como Aline Barros, Kleber Lucas e Marina Nascimento, entre muitos outros.

Nascido em Nova Friburgo (RJ), mas radicado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) desde 1984, Knust fez do toque da guitarra uma religião que professou com fé. Era considerado grande guitarrista no meio musical desde que começou a tocar em 1989 no Yahoo, grupo que o guitar hero pernambucano Robertinho de Recife formara em 1988 na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Robertinho logo saiu do Yahoo, abrindo caminho para a entrada e posterior efetivação de Knust, em 1992, na banda em que o músico fluminense permaneceu por cerca de 15 anos.

Como integrante do Yahoo, Knust viveu o auge do sucesso popular quando o grupo lançou o álbum Caminhos de sol em 1994, emplacando a regravação da música-título – canção humanista de Herman Torres e Salgado Maranhão lançada na voz de Zizi Possi em 1981 – na trilha sonora da novela A viagem (TV Globo, 1994).

Como compositor, Knust teve algumas músicas registradas nas vozes de artistas do mainstream, caso da cantora Wanessa Camargo, que lançou Não resisto a nós dois (Sérgio Knust, Zé Henrique, Marcelo Faria e Carlos Colla) no álbum W (2005).

Contudo, o talento mais reconhecido de Sérgio Knust no mercado fonográfico era mesmo o de virtuose da guitarra, dom que fez com que o músico tivesse sido sempre requisitado para gravações de estúdio pela técnica apurada que exercitou do pop ao segmento evangélico, sempre pondo fé na deusa música.

 — Foto: Editoria de Arte / G1 — Foto: Editoria de Arte / G1

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Fonte: G1