Torcidas organizadas viram ativos para clubes · Notícia · Máquina do Esporte


A relação entre times de futebol e suas torcidas organizadas está longe de ser serena, pelo menos entre os torcedores e os dirigentes. Com pressão e casos de violência, o rompimento entre as duas partes não é incomum. Agora, por outro lado, dois times de São Paulo mostram que há outro caminho, com o uso comercial dos grupos de fãs por parte das equipes.

Nesta quarta-feira (20), o Palmeiras dará o primeiro exemplo. O clube terá um pré-jogo com a presença da Escola de Samba Mancha Verde, que fará um desfile no Allianz Parque antes da partida contra a Ponte Preta, pelo Paulistão. A escola, campeã do Carnaval de São Paulo neste ano, fará uma volta olímpica no gramado.

Foto: Reprodução

A apresentação da Mancha Verde servirá de incentivo aos torcedores para um jogo com pouca atratividade; o Palmeiras já está classificado no Paulistão. Os detalhes comerciais não foram divulgados, mas a relação entre clube e torcida organizada anda boa. Para o desfile deste ano, a Crefisa pagou mais de R$ 3 milhões para a escola de samba. Principal parceira do clube paulista, a empresa mantém forte influência política nos bastidores do Palestra Itália.

E o Palmeiras não será o único a querer faturar com a torcida organizada. Nesta semana, foi vazada a próxima camisa 2 do Corinthians. Preta com gola branca, o uniforme faz referência direta à vestimenta usada pelos membros da Gaviões da Fiel. Neste ano, o principal grupo de apoio ao clube paulista completará 50 anos de existência. O time e a Nike resolveram, então, fazer uma homenagem.

Oficialmente, a empresa de material esportivo não confirma as fotos, mas a Nike tem o costume de vazar imagens. E, de acordo com o que a Máquina do Esporte apurou, o segundo uniforme corintiano deverá mesmo fazer referências à Gaviões.

Esta não é a primeira vez que o Corinthians associa a torcida organizada a produtos licenciados; frases do grupo e o gavião já foram usados em camisas casuais. Mas nunca havia passado perto da camisa de jogo, que representa a maior parte do faturamento do time com venda de produtos oficiais.

LEIA MAIS: Análise: Organizadas ainda são arriscadas

Em Minas Gerais, há outro exemplo de aproximação comercial entre clubes e organizadas. No início da década, o Cruzeiro resolveu jogar duro com os grupos de fãs, com a proibição do uso da marca do time pelos torcedores. Mas, no ano passado, a equipe colocou na diretoria o fundador da Geral Celeste. Leandro Freitas virou gerente do programa de sócio-torcedor, em uma demonstração de que a equipe também almeja faturar mais com os grupos de fãs organizados.



Fonte: Maquina do Esporte