Under Armour mostra drama de fornecedores no Brasil · Notícia · Máquina do Esporte


A Under Armour não vive o seu melhor momento financeiro, com fortes prejuízos. Ainda assim, em 2017, a empresa faturou US$ 5 bilhões, o que a coloca como a terceira maior marca esportiva do mundo, atrás apenas de Nike e Adidas. A força da companhia americana, no entanto, não foi suficiente para triunfar no Brasil; o segmento tem apresentado dificuldades no país.

Nesta quinta-feira (21), o Sport divulgou um comunicado oficial para informar a rescisão com a Under Armour. A parceria deverá ser mantida apenas até o fim deste ano, longe do contrato original, válido até 2023. Foi uma relação curta: o time pernambucano havia trocado a Adidas pelos americanos no ano passado.

Foto: Reprodução / Twitter (@sportrecife)

Esse é o segundo rompimento da Under Armour com um time brasileiro em poucos anos. Em 2017, a empresa havia desistido do patrocínio ao São Paulo. No Brasil, ainda há acordo com o Fluminense, que a empresa afirma que será mantido.

Quando chegou ao Brasil, os planos da Under Armour eram de forte investimento no país, mas os resultados não foram o esperado. No fim do ano passado, a operação da empresa passou a fazer parte da Vulcabras Azaleia, em um acordo de dez anos para a licença e a gestão da marca no mercado nacional.

Os problemas da Under Armour somam-se aos de outras companhias do mesmo ramo no Brasil. A Topper, por exemplo, deixou o Atlético Mineiro após ter dificuldades com a entrega de material. E a empresa brasileira tem revisto os contratos com as equipes de futebol. No Botafogo, por exemplo, o acordo foi alterado, e o clube passou a ganhar apenas royalties de venda, sem cota fixa.

Antes da Topper, o Atlético já havia sofrido com a baixa capacidade de um fornecedor de camisa. O clube havia fechado com a Dryworld, que teve vida curta no Brasil nos uniformes de Fluminense, Goiás e Santa Cruz, além dos mineiros.

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Sem capacidade para grandes investimentos, as empresas esportivas deixarão o Campeonato Brasileiro com camisas diversificadas: serão 11 marcas diferentes nos 20 times da Série A. Com exceção da Umbro, nenhuma marca concentrará uma grande quantidade de equipes; a empresa inglesa terá seis clubes no torneio

A solução dos clubes, principalmente aqueles com menor força econômica, tem sido a marca própria. Neste ano, três equipes da principal divisão nacional atuarão com empresas que seguem esse modelo de negócio. O time constrói uma marca, compra as camisas e fica com todo o lucro da operação, sem a dependência de uma companhia do segmento. Bahia, CSA e Fortaleza adotaram essa linha.



Fonte: Maquina do Esporte