Vídeo mostra tiroteio dentro da Catedral de Campinas



Imagens mostram que atirador mirou primeiro pessoas que estavam sentadas atrás dele. Ataque deixou cinco mortos, incluindo o criminoso

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11 dez 2018, 20h48 – Publicado em 11 dez 2018, 17h18

Imagens de uma câmera de segurança da Catedral Metropolitana de Campinas (SP) mostram o momento em que Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, atira e mata quatro pessoas no início da tarde desta terça-feira, 11. As vítimas fatais do ataque são Sidnei Vitor Monteiro, de 39 anos, José Eudes Gonzaga, de 68 anos, Cristofer Gonçalves dos Santos, de 38 anos, e Eupídio Alves Coutinho, 51 anos.

No vídeo é possível ver o atirador sentado em um dos bancos da igreja, até que de repente se levanta e atira contra pessoas que estavam sentadas atrás dele.

Em seguida, cinco pessoas do outro lado do salão correm para fora da igreja e duas delas caem ao chão, enquanto uma das que estavam sentadas atrás do criminoso consegue se levantar e tenta sair também. Neste momento, Grandolpho, no corredor central da catedral, dispara novamente em sua direção, mas não é possível ver se a vítima foi atingida.

Euler Grandolpho, então, recarrega sua pistola e atira em direção ao altar da igreja. Cada pente de munição da arma tem 11 balas. Ao mesmo tempo, é possível ver que uma mulher, escondida logo atrás do banco onde o atirador estava inicialmente sentado, se levanta e corre para fora da catedral.

Conforme o delegado José Henrique Ventura, depois de recarregar a arma, Grandolpho deu mais 10 disparos e, com a última munição, se matou com um tiro na cabeça.

Na parte final do vídeo, dois policiais militares aparecem entrando na igreja e indo em direção ao altar. Segundo o major Adriano Augusto, comandante do 8º Batalhão da PM, o criminoso só parou de atirar após ser atingido pelos PMs. Ferido na lateral do corpo, na altura do abdômen, Grandolpho se suicidou. “Caso a PM não tivesse agido como agiu, como ele ainda tinha 28 balas nos pentes, poderia ter havido uma tragédia maior”, disse Augusto a jornalistas.

“Os policias observaram como ele (Euler) manuseava a arma, o que indicava certa habilidade, para aguardar as pessoas se abaixarem para agir”, completou.



Fonte: Veja